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Ficção a Vapor

Peço uns minutinhos de vossa atenção para explicar o novo hype da Ficção Especulativa brasileira. Se você estava se esforçando para ser o novo China Mieville, dançou. Joga fora o conto. Ser weird é coisa do passado. A onda agora é… ser um steamer.

É, eu sei, para variar estamos embarcando na onda 25 anos depois. Mas antes tarde do que nunca, right?

Steampunk é um estilo dentro da Ficção Especulativa em que se reproduz uma Era Vitoriana ucrônica, com avanços tecnológicos baseados no vapor. E vejam bem. A ênfase não é exatamente no Vapor – ou um conto sobre a minha chaleira seria steampunk – mas principalmente no ambiente que envolvia a Londres da segunda metade do século XIX.

Agora, qual o interesse em reviver essa época da história britânica?(Sim, bonitinho, Era Vitoriana foi só nos domínios ingleses…)


A Era Vitoriana compreendeu os anos do longo reinado da rainha Vitória, que governou o Reino Unido entre 1837 e 1901. Até hoje, desperta saudades nos britânicos por ter sido um período de prosperidade – para uma camada populacional bem definida, uma classe média urbana e mercantil que ascendia socialmente – e de grande pujança para o Império Britânico, sobre o qual o Sol nunca se punha. (Ok, a frase original é sobre o Império Espanhol do século XVI, mas está valendo aqui também).

Literariamente, tínhamos dos cínicos cronistas do mundo enfumaçado como Dickens aos românticos crônicos como Tennyson. De um lado, a dura vida cotidiana de órfãos, do outro, a Idade Média adoçada, fundada por Walter Scott, uma época fundadora onde teria nascido o sentimento da nação no meio de justas, torneios e belas donzelas amorosas. E claro, a literatura aventurosa, como a de Robert Louis Stevenson, de piratas e tesouros, ou de H. R. Haggard e Rudyard Kipling, em que as estranhas terras dos domínios britânicos serviam de palco para a aventura de um grande herói.


Porque essa foi também a época das grandes explorações geográficas e dos aventureiros. A Oceania, a África, a Ásia e a América – abaixo do Rio Grande, pelo menos – eram os quintais dos corajosos britânicos, impelidos pelo ímpeto da necessidade de se conhecer o Mundo como um Todo, eliminando as incomodas ‘terras incognitas‘ que ainda apareciam nos mapas. A Sociedade Real de Geografia divulgava alvoroçada os descobrimentos e as novidades em seus boletins, ricamente ilustrados com gravuras de lugares exóticos e mapas o mais precisos que fosse possível. Florestas eram desbravadas, nascentes foram encontradas, tribos foram pacificadas (algumas nem tanto). Souvenirs eram trazidos: cocares, flechas, potes, pigmeus e cabeças tatuadas de maoris.

(Sério. Até uns anos atrás, o Museu da Quinta da Boa Vista tinha duas em exibição. Não estavam mais expostas na última vez que eu fui lá, mas fuçando na internet descobri que o governo da Nova Zelândia vem pedindo desde 2003 aos museus do mundo o repatriamento dessas lembranças macabras. Alguns atenderam, a França não quis abrir precedentes e a cabeça da foto estava em exibição na Bélgica em 2008)


A ciência floresceu. Darwin escrevia sobre bicos de passarinhos ‘galapaguenses’. Faraday quebrava a cabeça tentando entender o magnetismo. E um tal de Charles Babbage começou a pensar em como seria uma máquina que pensasse.

Obviamente, nem tudo eram flores. Havia miséria – a emigração massiva de irlandeses para os Estados Unidos começou por essa época, guerras e conflitos armados grassavam nos domínios. Londres era uma cidade suja e perigosa. Afinal, Jack The Ripper é tão fruto dessa época quando o Dr. Livingstone.

Ok, Ana, valeu pela aula gratuita, mas… e daí?

Vocês prestaram atenção ao que eu disse lá em cima? Steampunk NÃO é sobre vapor. Assim como o cyberpunk não é sobre tecnologia. Ambos são sobre a atitude de uma época.

O século XIX é uma época vista com nostalgia, a quintessência do que a classe média urbana quer dizer quando fala em ‘bons velhos tempos’. Tem fascinado as gerações posteriores que escrevem e sonham com uma época em que um homem – ou uma mulher – valia pelo que realmente era e que valores eram respeitados. Aquela falsa sensação de ‘tudo era perfeito’ que o tempo consegue deixar no senso comum. Logo, o século XX é repleto de referências ao XIX – e muitas já com o toque da tecnologia a vapor que iria caracterizar o steampunk.

O cyberpunk é de certa forma o pai do steam, pelo menos no nome.

Este último, apesar de ter surgido esporadicamente desde a década de 1960, com algumas obras marcantes na década de 1980 (como Os portais de Anubis de Tim Powers), só se consolidou como gênero na obra de Bruce Sterling e William Gibson, The Difference Engine, de 1990. O termo apareceu anteriormente numa carta assinada por K.W. Jeter no prozine Locus em 1987, antecedendo em 3 anos o livro dos dois. O romancista referia-se a um trabalho de sua autoria, de 1979, só que o termo pegou. Porém, até os dois mais famosos pais do cyberpunk adotarem o gênero, o rótulo era usado de forma mais depreciativa. O termo vai aparecer em um título em 1995, com a Steampunk Trilogy de Paul Di Filipo.

A partir daí, o gênero se mostrou ser um campo para escritores inventivos poderem criar máquinas fantásticas e recriar o espírito vitoriano, aventuresco e cortês. Mesmo em obras com tons mais sombrios, os brios cavalheirescos surgem como uma luz na escuridão. O escopo geográfico ampliou-se, passou-se da Inglaterra e seus domínios para o resto desse mundo… e dos outros. Sim, ‘mundos’ a vapor foram concebidos e povoados, sempre mantendo um pezinho na sala de baile da Rainha Vitória.

Mas você provavelmente só ouviu falar de steampunk por culpa de um inglês barbudo que adora reclamar das adaptações de suas obras. Foi com a série A Liga dos Cavalheiros Extraordinários que o steampunk começou a chamar mais atenção. Ele e suas variações, como o dieselpunk de Captain Sky and the World of Tomorrow. O Vapor invadiu diversas vertentes. Desde o RPG Castelo Falkenstein (um favorito da casa) até o anime Steamboy.

E a gente com isso?

A gente realmente tinha pouco a ver com isso. Poucas obras do gênero foram traduzidas no Brasil – aliás, acho que só se você considerar o livro do Powers como steampunk. Talvez parte da trilogia de Phillip Pullmann. Nos quadrinhos, tivemos a Liga de Alan Moore. No RPG, Castelo Falkenstein. Nos cinemas, a coisa foi melhor: os blockbusters chegaram todos aqui – até mesmo As loucas aventuras de James West, infelizmente.

Agora, é de se admirar que um país que nos deu o Barão de Mauá, Augusto Zaluar, D. Pedro II, Santos Dummont… não tenha produzido obras a vapor suficientemente interessantes. Poxa, nosso imperador provavelmente foi o governante mais steampunk de sua época. Seu interesse por gadgets, ciências e novidades era/é notório.

Até esse ano, aconteceram algumas tateadas. Gerson Lodi-Ribeiro, Carlos Orsi Martinho e Octavio Aragão tangenciaram o gênero – os dois primeiros em contos, o último em seu romance, A mão que cria. Mas talvez a primeira obra consciente e declaradamente steampunk do Brasil sejam os quadrinhos de Expresso! de Alexandre Lancaster. O piloto da série foi publicado em um projeto online de curta duração, mas a saga continua, já que novas HQ’s estão previstas e um conto sobre o protagonista vai entrar na primeira coletânea nacional do gênero.


A Tarja Editorial convocou alguns autores – uns experientes, outros novatos – para escrever histórias no mundo do vapor. Dessas, eu li em primeira mão três. Se as demais seguirem a qualidade destas, o livro promete. O lançamento de Steampunk – Histórias de um passado extraordinário será na Fantasticon, dias 25 e 26 de julho.

Agora, é esperar para ver se continuamos na onda do vapor – ou se escolheremos um novo hype literário.

Ah, sim. Faltou falar do trabalho do Conselho Steampunk. Aqui, tratamos do aspecto da produção literária, mas o steampunk é uma tendência que transcende mídia e se torna um estilo de vida. As lojas do Conselho reúnem aficionados pela estética do vapor, que se vestem a caráter e tentam resgatar a essência – mesmo que romantizada – de um tempo que não volta mais.

Links

Steampunk na Wikipedia

Obras steampunk

Coletânea steampunk brasileira

Steamers brasileiros

  1. Luiz Felipe Vasques
    17, julho, 2009 em 07:17 | #1

    Dom Pedro tinha essa curiosíssima característica de ser um homem de ciências, mas não de indústria. 😉

    E Dumont o país nos deu, e, convenhamos, a França agradece: o governo brasileiro nunca investiu um tostão sequer nos projetos dele. Seus estudos foram custeados pela própria família, e seus inventos concebidos e realizados na França. Dumont transcende fronteiras.

    E Mauá só sifu com o governo brasileiro. Ou seja, investimento em ciência e tecnologia? Não, não o Fazendão. E você estranha que não haja mais obras? Eu, não…

  2. 17, julho, 2009 em 08:09 | #2

    Ana,
    Não sei se foi você que escreveu esse artigo, mas eu gostei muito. Só acho que essa onda steam funciona muito bem lá fora. Vou me aprofundar mais sobre o tema para ver se eu tenho razão. Acho que a ficção científica do nosso país tem que funcionar mais para o lado do cyber e além. Se você reparar bem, o Brasil está numa era meio distópica, com a tecnologia dominando nossos estilos de vida, nossas aspirações, aos mesmo tempo que grande parcela da população está à margem dessas maravilhas e luta, ao seu modo, para estar incluído. Um ambiente mais do que pós-moderno.
    Essa onda steam pode ser uma reação a tudo isso, um olhar “seria legal se fosse assim” sobre a realidade.
    Novamente, preciso me aprofundar mais sobre o tema para saber se eu tenho ou não razão.
    Abraços e parabéns pelo belo artigo.

  3. 17, julho, 2009 em 10:11 | #3

    Belo artigo, moça. E, sim, A Mão Que Cria tem uma boa parte steampunk, tanto que neste momento estou trabalhando a continuação, A Mão Que Pune, com um enfoque muito maior nesse subgênero.

  4. 17, julho, 2009 em 20:28 | #4

    Só agradecendo a citação. :)

  5. talkativebookworm
    17, julho, 2009 em 21:36 | #5

    Eu discordo um pouco dessa visão dele ser de oposição a uma industrialização: D. Pedro II tinha um plano de industrializar o país a longo prazo, pra isso investindo na produção de uma base, inclusive em termos de legislação. Além do seu investimento em ferrovias, ele tinha um grande interesse em geologia, mineralogia, navegação de cabotagem/fluvial, bacias hidrográficas, exploração de terras, integração de populações indigenas. É claro isso analisando a coleção que ele deixou na BN. E – sem sombra de dúvidas – era um dos maiores aficcionados por tecnologia da época.

    Quando ao Dumont: qualquer pessoa bem-nascida da época – talvez menos os yankees – tinha o desejo de estudar e viver em Paris. Logo, ele era regra e não exceção.

    E a história de Mauá é beeem mal contada.

  6. talkativebookworm
    17, julho, 2009 em 22:06 | #6

    Oi, Silvio. Sim, o artigo é meu, obrigada pelos elogios.

    Olha, uma coisa que eu sempre evito é dizer como a FC – brasileira ou de qualquer outro lugar – deve funcionar. E como historiadora, eu sempre acho que olhar o passado nos revela muito mais sobre o presente/futuro do que poderiamos pensar em um primeiro momento. Até porque steam não precisa ser ‘bonitinho’…

    Mas sobre pós-modernismo e distopias, tem uma iniciativa legal de um holandes, de fazer uma antologia só de contos utopicos ou pelo menos otimistas… Depois passo o link aqui.

  7. talkativebookworm
    17, julho, 2009 em 22:07 | #7

    Bom, eu acho que se você tivesse metido o pé com força no Vapor, AMQC teria sido um livro ainda melhor do que já foi. Então, preciso esperar pra confirmar isso em AMQP

  8. talkativebookworm
    17, julho, 2009 em 22:08 | #8

    Merecida e justa, afinal tem gente achando que inventou a roda-a-vapor agora e você já estava aí batalhando nas caldeiras desde 2005, no minimo, que é qdo te conheci.

  9. Alex de Souza
    17, julho, 2009 em 22:20 | #9

    Artigo muito bom, esclarecedor e ao mesmo tempo crítico.

    Em relação a Dumont, o deputado federal Augusto Severo, do Rio Grande do Norte, aprovou um projeto de lei que garantia o pagamento de um prêmio a Santos Dumont pelos seus avanços na ciência aeronáutica. Logo, ainda que pequeno, houve incentivo do governo brasileiro às pesquisas dele.

    Augusto Severo também era cientista e morreu em Paris ao pilotar um balão movido a motor, que explodiu.

  10. 17, julho, 2009 em 23:09 | #10

    Não sei se vejo o steampunk brasileiro como um hype tão recente assim, já tenho visto gente conscientemente empolgada com o gênero há mais tempo (embora talvez não antes da HQ do Lancaster mesmo). Mas pode ser algo específico do meu círculo de amigos mesmo, que tem alguns bons fãs de Castelo Falkenstein e até alguns empenhados há alguns anos em construir um cenário de RPG steam, embora partindo mais da fantasia do que da FC e história alternativa (então acho que não entraria tanto nesse conceito de steampunk proposto).

  11. 19, julho, 2009 em 18:33 | #11

    Fantástico artigo, Ana! Tudo muito bem escrito e explicadinho ^^
    Não sabia que a frase do império onde o sol nunca se punha veio do Império Britânico e não do espanhol. Bom saber… é mais uma daquelas frases com “origens” deturpadas.
    Vou tentar juntar um dindim para pegar essa coletânea steam. E claro, ver esse mangá do Lancaster.
    Mesmo que essa onda passe, espero que deixe na praia excelentes obras como essas a caminho. =)

  12. Edgar Smaniotto
    20, julho, 2009 em 10:26 | #12

    Temos que nos lembrar que a elite brasileira era agraria, e que mesmo que o imperador queira não dava para empurrar a industrialização goela abaixo da elite, o imperador não era assim tão forte como se imagina.
    Além disso tinha toda a cultura de valorização da filosofia, ao invés da trabalhos práticos (coisa de escravo), mudar toda uma cultura e enfrentar a elite de um país como o Brasil é trabalho para mais de um imperador (risos). Mas estamos falando de ficção, então não da para imaginar um Brasil em que o imperador Pedro II realmente industrializou o Brasil.

  13. talkativebookworm
    20, julho, 2009 em 12:00 | #13

    Alex, bem steampunk esse deputado, hein?

    Pois é, o Brasil não ignorava o Santos Dummont, dentro de suas poucas possibilidades de incentivo a cientistas e inventores. Mas a preferência dele era Paris, com certeza.

  14. talkativebookworm
    20, julho, 2009 em 12:49 | #14

    Oi Bruno.

    Olha, eu amadoro Castelo Falkenstein e tenho vários amigos que também gostam. Só que o impacto do steampunk num cenário cultural mais amplo tem sido mínimo, independente de ter mais a ver com Fantasia ou com FC.

    Agora estamos começando a ter um movimento para se criar algo nesse estilo/estetica, além das organizações steamers que estão surgindo – o Conselho Steampunk é de 2007, mas só em 2008 começou a ter destaque.

  15. talkativebookworm
    20, julho, 2009 em 12:55 | #15

    Oi, Gi.

    Que bom que gostou do artigo.

    A frase sobre o império refere-se aos domínios de Felipe II de Espanha (Felipe I de Portugal) que tinha domínios em 4 continentes. Realmente, sempre tinha sol no Império.:)

    Agora, eu não tenho nada contra hypes e ondas – pelo menos geram burburinho e movimentam as pessoas. Meu grande problema são os surfistas de fim de semana que começam a se comportar como se sempre estivessem na água…

  16. Flávio Medeiros
    21, julho, 2009 em 23:19 | #16

    Beleza de artigo, DonAna! Digno de ser lido até pelos que, como eu, se arriscam a transitar pelo gênero, e principalmente por aqueles “puristas” que saem por aí metendo a ripa sem se dignarem a buscar o conhecimento como fundamento. Parabéns, e chuta a lata!

  17. 22, julho, 2009 em 14:40 | #17

    Não cuspa no prato em que você (ainda) nem comeu, Aninha… Vida longa ao Steam – mas o ano do New Weird será 2010, na verdade. 😉

    Beijos e sucesso!

  18. talkativebookworm
    22, julho, 2009 em 14:46 | #18

    Brigada, Flávio!

    A intenção era esclarecer um pouco o q é steampunk – já que está todo mundo falando mas poucos explicando.:)

    QUero mto ler o seu conto na antologia da Tarja.

  19. talkativebookworm
    22, julho, 2009 em 14:56 | #19

    Se for o ano da New Weird a Vapor, está bom para mim.:)

  20. talkativebookworm
    22, julho, 2009 em 15:16 | #20

    OI, Edgar.

    Sei lá por que diacho não consigo responder embaixo do seu comentário…

    “Temos que nos lembrar que a elite brasileira era agraria, e que mesmo que o imperador queira não dava para empurrar a industrialização goela abaixo da elite, o imperador não era assim tão forte como se imagina.”

    Edgar, eu jamais disse que o Brasil estava se industrializando. Falei da pessoa de D. Pedro, que é visto como um homem de ciências mas avesso à industrialização, sendo que na verdade ele tinha uma visão de longo prazo.

    “Além disso tinha toda a cultura de valorização da filosofia, ao invés da trabalhos práticos (coisa de escravo), mudar toda uma cultura e enfrentar a elite de um país como o Brasil é trabalho para mais de um imperador (risos). Mas estamos falando de ficção, então não da para imaginar um Brasil em que o imperador Pedro II realmente industrializou o Brasil.”

    Hum, poderiam ser vários imperadores, então, né?

    Mas sim, um Brasil industrializado no século XIX é assunto para ucronia, não para história.:)

  21. 2, agosto, 2009 em 13:21 | #21

    Belo trabalho neste artigo, Ana.
    É curioso como algumas pessoas acreditam que o SteamPunk tem uma função utópica, quando existe um potencial magnífico para explorar a distopia dentro de um cenário como este.

    http://www.steampunk.com.br/2009/04/04/utopia-distopia-e-realidade/

    A Era Vitoriana, entendo eu, é apenas uma referência temporal, e sim, é da Inglaterra, mas é também ambientada no Século XIX – e este é de todo mundo.

    Havia Brasileiros na Inglaterra do Século XIX e havia e havia Ingleses no Brasil. Em “Liga Extraordinária” o SteamPunk foi da África à Veneza e de lá para a Mongólia; Em “20000 Léguas Submarinas” Nemo leva o Nautilus a todos os cantos e o SteamPunk vai com ele; Em “SteamBoy” não é diferente; e existe toda uma linha de SteamPunk no Oeste Selvagem.

    Seja como for, bacana mesmo é ver todo mundo conversando a respeito. =)

  22. 23, outubro, 2009 em 15:46 | #22

    Será que aquela trilogia “Fronteiras do Universo” (acho que é esse o nome) do Phillip Pullman, se encaixa no gênero Steampunk?

  1. 20, julho, 2009 em 02:29 | #1
  2. 31, julho, 2009 em 21:53 | #2
  3. 4, novembro, 2009 em 17:19 | #3
  4. 14, junho, 2010 em 11:41 | #4