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Arquivo de maio, 2009

Scarium Megazine: no. 25 + recorde de visitas

30, maio, 2009 Sem comentários

A revista-zine Scarium é ‘the last one standing’ no mundo dos fanzines/revistas com contos de FC/Fantasia/Terror.

Um dos motivos para isso, provavelmente, é o fato do respeito pelo mundo virtual que o seu editor, Marco Bourguignon, tem. O site da Scarium é mais do que apenas uma vitrine para o zine, é um verdadeiro portal, tendo material exclusivo, além de um agregador de ezines.

Esse respeito foi retribuido com o número recorde de visitas estabelecido há pouco: 2.000 visitantes passam todos os dias no portal, procurando por informações e material sobre a literatura fantástica nacional. Um marco para os sete anos de publicação da revista.

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Mas a equipe da Scarium não parou para comemorar. A nova edição da revista – que saiu no final de maio – é um especial dedicado às mulheres.

Segundo o site:

Uma edição de homenagem às mulheres? Não é bem assim! Afinal, uma revista carregada de homenagens também não combina muito com o horror. Então, que tal falarmos apenas de mulheres? Mulheres sombrias, bruxas, fantasmas, guerreiras, mocinhas, dondocas etc… Foi assim que surgiu mais uma edição com o “modo Scarium de ser”. Demos liberdade aos autores para escreverem sobre o tema, e o único requisito era que fosse um conto de horror e – que contasse uma história de mulheres, claro! Essa interessante miscelânea de estilos e formas resultou na edição nº25 da Scarium Megazine, entregue ainda a tempo de comemorar os 7 anos de história da Scarium! 

Giulia Moon, que publica o seu primeiro trabalho em quadrinhos, coordenou mais esta edição de Horror. A bela garota da capa foi criação de Alexandre Lancaster. As meninas foram representadas por Nilza Amaral, Regina Drummond, Martha Argel, Cristina Lasaitis e Ana Cristina Rodrigues. Os meninos por Nelson Magrini, Richard Diegues, Mario Carneiro, Marcelo Augusto Galvão, Ademir Pascale e Marco Bourguignon.

 

 

A revista custa R$ 8,00 e tem entrega grátis em todo o Brasil.

 

Links

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Alexandre Lancaster

Já que falamos em literatura e RPG…

28, maio, 2009 2 comentários

O PopDice, site sobre cultura pop e RPG, lançou uma resenha no mínimo inusitada de Paradigmas:

O suplemento de RPG mais barato do Brasil.

Como mestra veterana e semi-aposentada, digo que qualquer COISA pode ser adaptada para RPG – e literatura é simplesmente a melhor fonte para isso.

Mas daí a dizer que cada conto dá uma aventura… Taí, queria ver adaptarem os contos do Jacques Barcia… ou até mesmo o meu.:)

Entrevistas com os criadores do UF Taikodom

28, maio, 2009 Sem comentários

Os responsáveis pelo Universo Ficcional TaikoDom foram entrevistados pelo jornalista Mauro Barreto.

Bacana que a entrevista inclui o Roctavio de Castro, o responsável pela parte das HQs, além de Gerson Lodi-Ribeiro e J.M. Beraldo, autores de “Crônicas” e “Despertar”, respectivamente.

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Nada de muito novo, mas apresenta o UF e o jogo para quem ainda não o conhece.

A Roda do Tempo – Robert Jordan no Brasil

28, maio, 2009 5 comentários

Ano passado, no saudoso EIRPG, os amantes da high fantasy tiveram todos os motivos para comemorar: uma editora anunciou que ‘iria lançar a série Wheel of time no Brasil’.

jordanUma pausa para quem não acompanha o mercado internacional e não faz a menor ideia sobre o que estou falando. Wheel of time é uma das mais importantes séries de fantasia jamais publicadas, tendo fãs histéricos, um cenário imenso, tramas complexas e… onze volumes já lançados. O décimo-segundo, deixado incompleto pelo autor, era para ser o último, mas a editora já anunciou que vai seguir até pelo menos o décimo-quarto.

Em quantidade de páginas, deixa Harry Potter, Senhor dos Anéis e Crônicas de Nárnia quilômetros para trás. Quase que literalmente…

A trama principal não tem lá muitas novidades: é basicamente a velha guerra do Bem contra o Mal, encarnados em avatares mundanos – sendo que o do Bem só vai descobrir a sua própria identidade/herança depois de uma jornada campbelliana que dura o primeiro livro. Nada que você já não tenha visto antes, algumas vezes. No mundo criado por Roberto Jordan (falecido em 2007), esse embate é cíclico, estendendo-se por incontáveis eras regidas pela Roda do Tempo (daí o nome da série). Claro, os direitos para o cinema já foram negociados – até mais de uma vez.

A série tem – muitos – seguidores leais e ardorosos, espalhados pelo mundo. Eles estudam a geografia, a história e os costumes desses povos como se eles fossem reais. Consomem livros, CDs com trilha sonora, camisetas, calendários e RPGs. Aliás, a saga – para mim, que estou terminando o primeiro livro, Eye of the World – parece o que seria Senhor dos Anéis se tivesse sido escritor Gary Gigax, o criador do Dungeons and Dragons. (Tolkien, aliás, era uma das influências confessas do autor, assim como… Robert Howard, o pai de Conan)

O que não é necessariamente ruim – nem bom. É uma linha dentro da fantasia até bem comum lá fora. No Brasil, temos alguns poucos bons exemplos, tímidos ainda em se firmar nessa associação, até pelo preconceito que grassa contra o RPG na nossa camada pseudointelectual.

Aí, entra a parte mais interessante dessa noticia. Quem vai trazer a série para o Brasil não é a Rocco. Nem a Companhia das Letras. Tampouco a Ediouro ou a Aleph. Nada disso. A editora responsável é a … Caladwin.

Ok. Outra pausa.

A pequena editora tem – pelo menos segundo o seu site – um catálogo de três livros: dois de aventuras e um para o cenário de RPG criado por Marcelo Telles, o responsável pelo REDERPG, um dos principais sites de RPG do Brasil. (Não, não adianta procurar no site da editora maiores informações sobre WoT)

E isso é interessante.

Sempre achei que a série tinha a cara de material para ser publicado pela Devir quando se cansasse dos Dragões do fim da manhã do meio da primavera ou das aventuras de Forgotten Realms. Ou então, uma Rocco ousando um pouco além do novo Harry Potter. Parece que aparentemente as nossas editoras pequenas estão ousando mais. A Intrínseca tinha pouco destaque até abocanhar dona Meyer e seus vampiros brilhantes.

A Caladwin é voltada para jogadores de RPG, o público-alvo base da série. Porém, ela ainda está começando, tem pouca presença nos meios de comunicação – apesar da importância que WoT tem, apenas um punhado de blogs voltados ao RPG noticiaram o lançamento – e uma distribuição limitada. Também não faz um bom marketing viral, nem no site ligado ao Marcelo Telles.

Claro, não se precisa chegar aos extremos que alguns autores brasileiros chegam, de anunciar lançamentos de obras sequer terminadas e colocar cada detalhezinho em blogs. Porém, seria uma boa idéia divulgar de tempos em tempos novidades sobre o processo de publicação da obra – se a capa será igual a original, quem está traduzindo, etc. Duas notas falam sobre a aquisição da obra (em julho de 2008) e de seu provável lançamento ‘em meados deste ano’ (em abril de 2009)

O lançamento – quando acontecer – será uma boa prova de fogo para o surpreendentemente bom estado das coisas para a literatura fantástica no Brasil. Se conseguir um bom resultado, vai impulsionar a sua editora e atrair a atenção das demais, trazendo – quem sabe – outros lançamentos na mesma linha. Incluam aí autores como Gene Wolfe e George R.R. Martin.

Porém, esse bom resultado é uma incógnita. Afinal, o livro pode ser taxado como “coisa de RPG”, por puro preconceito por estar vindo de uma editora desse nicho, e vender menos por causa disso.

WoT01_TheEyeOfTheWorldEu, apesar de ter achado a obra muito inferior a Chronicles of the Black Company ou Songs of ice and fire, torço para que dê certo e garanto que foi comprar meu exemplar. Afinal, meu filho Miguel adorou a capa do meu pocket, vai que se interesse em ler a tradução.

 

Alguns links:

Página de Robert Jordan na MacMillan, sua editora

Dragonmount, comunidade online de fãs da série

As duas notas sobre o lançamento na REDERPG

O site da Caladwin